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O TRAUMA DA GUERRA COLONIAL

A GUERRA COLONIAL

Neste ano 2021, faz 60 anos que se deu inicio à Guerra Colonial Portuguesa, a qual durou cerca de 13 anos (1961-1974). E, ainda hoje, este assunto da nossa história contemporânea, vai dando, amiúde, à estampa, publicações de autores historiadores, investigadores, ficcionistas, mas também de autores-combatentes, que vivenciaram a guerra, como forma também de catarse e de memória futura.

Segundo fontes da Comissão para o Estudo das Campanhas de África (CECA) do Estado-Maior do Exército (1988), a guerra colonial portuguesa desenvolveu-se em três teatros de guerra, nas designadas "Ex-Províncias Ultramarinas de Angola, Guiné e Moçambique, envolveu quase um milhão de Combatentes e produziu cerca de dez mil mortos e perto de trinta mil feridos".

E segundo a Acta Médica Portuguesa, um estudo sobre a Perturbação Pós-Traumática do Stress: Avaliação da taxa de ocorrência na população adulta portuguesa”, onde estimava que pudessem existir ainda cerca de 66.475 casos de combatentes de guerra com a Perturbação Pós Stress Traumático (PSPT), sem contabilizarmos, acrescento eu, no livro “Coping e Stresse Traumático em Combatentes”, http://bibliografia.bnportugal.gov.pt/bnp/bnp.exe/registo?1790307

com o número dos familiares diretos desses combatentes que também podem sofrer de PSPT, como sejam as mulheres e os filhos que diariamente convivem ou conviveram com o combatente com PSPT, e que se chama traumatização secundária.

Recentemente, em dezembro, no Programa da Jornalista Marina Pimentel "em nome da lei" participei como Psicólogo Especialista na área do Trauma de Guerra nesse encontro, onde estavam presentes também os Presidentes da Liga dos Combatentes e da ADFA, bem como a Jurista da APOIAR, onde se debateu o tema do trauma da guerra e da injustiça que ainda hoje, passados 60 anos, está patente em muitos dos combatentes da guerra colonial...

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https://rr.sapo.pt/artigo/em-nome-da-lei/2021/12/04/foi-feita-justica-com-os-antigos-combatentes-do-ultramar/263264/





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